Crescimento
Modelo de Solow
O modelo de Solow (1956) é o arcabouço clássico do crescimento de longo prazo: o produto vem da combinação de capital, trabalho e tecnologia, e o capital tem retornos decrescentes — cada máquina adicional rende menos que a anterior. Poupar e investir mais eleva o nível de renda do país, mas não sustenta crescimento para sempre: a economia converge para um estado estacionário em que o investimento apenas repõe depreciação e crescimento da força de trabalho.
A conclusão central é que, no longo prazo, só o progresso tecnológico — a produtividade — sustenta o crescimento da renda por pessoa. É a lente pela qual o painel de crescimento lê o Brasil: quanto o país poupa e investe, quanto capital acumulou e quanto a produtividade avança.