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Boletim Semanal
Síntese semanal da conjuntura econômica brasileira, com links para os indicadores e modelos do Observatório BR.
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Boletim Semanal · 26 de outubro de 2026
O balanço de pagamentos de setembro de 2026 trouxe US$ 11,29 bilhões em investimentos diretos no país, ante US$ 7,40 bilhões em agosto, e reduziu o déficit em conta corrente em 12 meses para 2,33% do PIB. Na segunda-feira, 26/10, o dólar fechou a R$ 5,5007, alta de 9,2% sobre 23/10. O IPCA acumulou 4,58% em 12 meses até setembro, acima do teto de 4,50%, a poucos dias do Copom de 4 de novembro.
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Boletim semanalBoletim Especial · Nobel de Economia 2026Robert E. Hall (Stanford) e Michael Woodford (Columbia) receberam em 12 de outubro o Prêmio de Ciências Econômicas em Memória de Alfred Nobel de 2026 "pelos fundamentos microeconômicos da estabilização macroeconômica". Os dois reconstruíram o modelo keynesiano a partir das decisões de famílias e empresas que olham para o futuro, e esse arcabouço, o novo-keynesiano, é o que os bancos centrais usam hoje para decidir juros, inclusive o Banco Central do Brasil. Esta edição especial explica os dois modelos premiados e mostra onde eles aparecem nos painéis do Observatório BR, da Selic à regra de Taylor. Boletim semanalBoletim Semanal · 12 de outubro de 2026O IPCA — Índice de Preços ao Consumidor Amplo de setembro de 2026 subiu 0,82% no mês, revertendo a deflação de -0,32% de agosto e levando o acumulado em 12 meses a 4,58%, 0,08 ponto percentual (p.p.) acima do teto de 4,50% da banda de tolerância e 1,58 p.p. acima da meta de 3,00%. O mercado reagiu na mesma semana: no Focus — Expectativas de Mercado de 09 de outubro, divulgado nesta terça por causa do feriado, a mediana para o IPCA de 2026 saltou de 5,01% para 5,22%, enquanto a expectativa para os 12 meses à frente cedeu de 4,59% para 4,48% e a Selic projetada para o fim de 2026 caiu de 13,50% para 13,25%. A combinação de inflação corrente acima do teto, dólar mais barato e aposta em juros menores no fim do ano resume o dilema do Banco Central neste trimestre.
Boletim semanalBoletim Semanal · 05 de outubro de 2026O mercado formal de trabalho voltou a acelerar em agosto de 2026: o saldo do Novo CAGED foi de 165.827 vagas líquidas, quase o triplo das 58.568 de julho e o maior resultado desde março. A geração de empregos ocorre com a taxa de desemprego (PNAD Contínua) estável em 5,3% e o rendimento médio real em alta, para R$ 3.660, o que mantém o mercado de trabalho como principal sustentáculo da demanda doméstica. O contraponto está na oferta e no crédito: a indústria aprofundou a queda para -1,2% na comparação anual, o spread bancário voltou a subir e, lá fora, o Federal Reserve elevou os juros em setembro.
Boletim semanalBoletim Semanal · 28 de setembro de 2026A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 1.371,1 milhões em agosto de 2026, salto expressivo ante os US$ 161,9 milhões de julho, sinalizando que o setor externo segue como amortecedor relevante da economia num momento em que a atividade doméstica dá sinais de desaceleração. Ao mesmo tempo, as expectativas de inflação no Focus recuaram levemente, de 4,73% para 4,70% para os próximos 12 meses, mas permanecem 1,70 ponto percentual acima da meta contínua de 3,00%, mantendo o dilema do Banco Central entre afrouxar os juros e reconquistar a ancoragem.
Boletim semanalBoletim Semanal · 21 de setembro de 2026O Copom cortou a Selic para 13,75% a.a. na quarta-feira (16/09), quinto corte do ciclo iniciado em março, que já soma 1,25 ponto percentual. A reação do mercado foi na direção oposta: a expectativa de inflação para 12 meses no Focus subiu de 4,61% para 4,73% na mesma semana, 1,73 ponto percentual acima da meta de 3,00%, e o dólar voltou a subir. Para o cidadão, o crédito tende a ficar um pouco mais barato, mas a deflação de -0,32% do IPCA em agosto, puxada por Habitação (energia elétrica), Transportes e alimentação no domicílio, não convenceu o mercado de que a inflação está domada.
Boletim semanalBoletim Semanal · 14 de setembro de 2026O IPCA registrou -0,32% em agosto de 2026, a maior deflação mensal em 12 meses, puxada por alimentos e energia — mas o alívio chega às vésperas de um Copom (quarta-feira, 16/09) que não pode celebrá-lo: o acumulado em 12 meses segue em 4,22%, 1,22 ponto percentual acima da meta contínua de 3,00%, os núcleos continuam positivos e as expectativas do Focus para 12 meses subiram para 4,65% na mesma semana da deflação. Com o mercado projetando Selic de 13,75% no fim do ano, a decisão de quarta dirá se o Banco Central mantém o ritmo de cortes ou faz uma pausa.
Boletim semanalBoletim Semanal · 07 de setembro de 2026A inflação ao consumidor deu uma pausa em julho de 2026: o IPCA registrou 0,07% no mês, o menor resultado em vários meses, puxando o acumulado em 12 meses para 4,43%. Para o cidadão, isso significa que os preços ainda sobem acima da meta de 3,00% ao ano, mas o ritmo desacelerou de forma visível, enquanto o mercado de trabalho segue firme com desemprego em queda e rendimento em alta.
Boletim semanalBoletim Semanal · 31 de agosto de 2026O IPCA de julho de 2026 registrou alta de 0,07% ao mês, a menor leitura em vários meses, sinalizando alívio no ritmo de alta dos preços ao consumidor. Ainda assim, o acumulado em 12 meses chegou a 4,43%, mantendo-se 1,43 ponto percentual acima da meta contínua de 3,00%, o que limita o espaço para afrouxamento monetário.
Boletim semanalBoletim Semanal · 24 de agosto de 2026Semana sem grande divulgação mensal, mas com dois movimentos que merecem atenção: a expectativa de inflação do mercado voltou a subir, de 4,31% para 4,42%, e o dólar encareceu para R$ 5,16. O pano de fundo segue o da semana passada: inflação corrente fraca em julho, núcleos resistentes, desemprego em queda e contas públicas pressionadas. Com o juro básico recém-cortado para 14,00%, o mercado testa quanto espaço o Copom realmente tem.
Boletim semanalBoletim Semanal · 17 de agosto de 2026A inflação oficial desacelerou em julho e o desemprego caiu a 5,4%, mas a atividade esfriou na margem: a produção industrial recuou 1,8% em junho, a maior queda mensal do ano, e o IBC-Br cedeu no mesmo mês. Com os núcleos resistindo, as expectativas acima da meta e a dívida pública em trajetória ascendente, o dilema da política econômica se estreita: preços ainda pressionados de um lado, economia perdendo tração do outro.
Boletim semanalBoletim Semanal · 10 de agosto de 2026A semana abre com o quadro mais benigno de inflação do ano: o IPCA subiu 0,16% em junho, a menor variação mensal desde outubro de 2025, com o núcleo EX3 e o índice de difusão recuando juntos. O alívio chega com a Selic parada em 14,25% ao ano e o dólar abaixo de R$ 5,10, mas o pano de fundo segue exigente: as expectativas rodam mais de 1 ponto acima da meta, o comprometimento de renda das famílias renovou o recorde e as contas públicas pioraram.
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Ver todas →Câmbio — USD/BRL e EUR/BRLDólar fecha novembro a R$ 5,49, maior valor da janela recente2026-11-04PIM — Produção Industrial MensalProdução industrial recua 1,2% em agosto de 2026 na comparação anual2026-10-25PMC — Pesquisa Mensal de ComércioComércio cresce 0,4% em agosto, mas ritmo desacelera na margem2026-10-24Tarifa residencial de energia por estadoTarifa residencial de energia chega a R$ 0,8437/kWh em outubro de 20262026-10-23