Modelos · Mercado de trabalho
Simulador: o fim da escala 6x1
Jornada de 44 para 40 horas em dois degraus (42h em 2027, 40h em 2028). Mova as hipóteses e veja horas, emprego formal, inflação e PIB.
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Hipóteses
Resultado ao fim de cada ano
| 2027 (42h) | 2028 (40h) | |
|---|---|---|
| Salário por hora dos afetados | +4,8% | +10,0% |
| Produtividade por hora | +0,9% | +1,7% |
| Custo unitário do trabalho | +2,9% | +6,1% |
| Horas médias semanais | 39,58h | 39,36h |
| Vínculos CLT extras (acumulado) | +115 mil | +230 mil |
| IPCA extra no ano | +0,55 p.p. | +0,60 p.p. |
| IPCA do ano (Focus + cunha) | 4,87% | 4,35% |
| PIB: desvio do nível | -0,17% | -0,34% |
| Informalidade | +0,29 p.p. | +0,61 p.p. |
Valores contra a linha de base da mediana mais recente do Focus. A cunha de preços é de nível: cada ano recebe só o acréscimo dele.
Faixa sombreada: do cenário otimista ao pessimista. Linhas verticais: os dois degraus da emenda.
Ponto de partida Observado
- Empregados com carteira: 39,5 mi (08/2026)
- Ocupados: 103,5 mi (08/2026)
- Horas habituais por semana: 39,8h (2º tri 2026)
- Sem carteira ÷ ocupados: 13,2%
- Saldo do CAGED, média 12 meses: 74 mil/mês (08/2026)
O que o modelo assume
- Modelo contábil com elasticidades declaradas: estimativa do Observatório, não previsão.
- A fração afetada (64% dos formais acima de 40h) vem da RAIS 2023 via DIEESE (NT 286), não da PNAD.
- A cunha de preços é um efeito de nível: cada ano recebe só o acréscimo daquele ano.
- As linhas de base de IPCA e PIB são as medianas do Focus; o simulador não as projeta.
- A regulamentação da hora extra, do banco de horas e da escala 12x36 ainda não existe.
O que este simulador calcula?
A PEC 221/2019 reduz a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, com dois dias de descanso e salário mensal mantido: 42 horas dois meses após a promulgação e 40 horas um ano depois. Com o salário fixo e menos horas, o custo da hora sobe 4,8% e depois 10% para quem hoje cumpre 44 horas.
O simulador mostra para onde esse custo vai, conforme seis hipóteses: quanto das horas volta como hora extra, quanto a produtividade por hora compensa, quanto vira contratação, quanto foge para a informalidade e quanto é repassado a preços. Os três cenários prontos ancoram cada hipótese em estudos de reduções de jornada no Brasil (1988), em Portugal, na França, na Alemanha, na Coreia e no Chile.
Nota técnica: modelo contábil trimestral 2026T4–2028T4, com o ponto de partida observado (empregados com carteira, ocupados, horas habituais da PNAD, CAGED) e as medianas do Focus como linha de base. É uma estimativa do Observatório, não uma previsão; a regulamentação da hora extra e da escala 12x36 ainda não existe e é o que mais move o resultado.