Modelos e cenários
Laboratório econômico
Explore relações entre os indicadores, simule hipóteses e investigue como cada modelo chega ao que mostra. Resultados de simulação são cenários condicionais — não previsões.
Explorar dados e relações
Consulte séries, compare indicadores e veja como o Brasil se posiciona por território e frente a outros países.
Comparador de séries
ObservadoFerramenta de consulta
Como duas séries do catálogo se movem uma em relação à outra?
Entradas, resultados, premissas e limites
- Entradas
- Até quatro indicadores do catálogo
- Período
- Transformação: base 100, variação em 12 meses ou média móvel
- Resultados
- Séries lado a lado no mesmo gráfico
- Hipóteses
- Nenhuma: os dados são os publicados pelas fontes, apenas reescalados quando se pede.
- Limitações
- Base 100 e variação em 12 meses ficam desabilitadas para séries que já são taxas (%) ou que não são mensais.
- Movimento conjunto de duas séries não demonstra que uma causa a outra.
- Fonte dos dados
- Séries do catálogo do Observatório (IBGE, Banco Central, Tesouro, FRED)
- Documentação
Crescimento comparado
ObservadoComparação internacional
O Brasil cresce mais ou menos do que outras economias — e quanto leva para recuperar o que as crises tiram?
Entradas, resultados, premissas e limites
- Entradas
- PIB real e PIB per capita em paridade de poder de compra do Brasil, de economias avançadas e emergentes e de agregados regionais
- Datação das crises
- Resultados
- Crescimento por década (média geométrica)
- Queda do PIB em cada crise
- Anos até recuperar a renda per capita
- Hipóteses
- A datação trimestral das crises vira o ano que a contém, porque a comparação é anual.
- Limitações
- Anos até recuperar só existem para crises a partir de 1991: antes disso não há série per capita para o ano-base.
- Agregados do Banco Mundial não entram nas médias simples de grupo, porque já são ponderados.
- Fonte dos dados
- World Bank/WDI
- CODACE/FGV, NBER, FMI e CEPAL (datação das crises)
Mapa de territórios
ObservadoConsulta por território
Como estados, regiões e municípios se comparam nos indicadores disponíveis?
Entradas, resultados, premissas e limites
- Entradas
- Território (Brasil, região, estado ou município)
- Ano de referência
- Camada do mapa
- Resultados
- Cartões de indicadores por território, com fonte e período
- Mapa colorido pela camada escolhida
- Hipóteses
- Dimensões sem fonte oficial por UF no projeto (renda, educação, saúde, infraestrutura e finanças estaduais) aparecem vazias, como "sem dado" — nenhum número é estimado no lugar.
- Limitações
- Regiões metropolitanas não estão nas tabelas usadas.
- O selo de natureza de cada cifra distingue dado observado, estimativa, premissa e sem dado.
- Fonte dos dados
- IBGE: SIDRA (PIB, população, CEMPRE, Censo 2022) e Comex Stat (MDIC)
- Documentação
Simular hipóteses
Altere parâmetros, aplique choques e compare trajetórias. Os resultados são cenários condicionais às hipóteses, não previsões.
Simulador de cenários
SimulaçãoSimulação de longo prazo
Como poderiam evoluir os indicadores de um território sob diferentes cenários de política e choques, até 2040?
Entradas, resultados, premissas e limites
- Entradas
- Território
- Cenário: variáveis de política, choques e eventos
- Horizonte
- Sorteios e semente do Monte Carlo (nas Configurações)
- Resultados
- Trajetórias com intervalos de incerteza
- Comparação entre cenários
- Análise de sensibilidade
- Laboratório contrafactual
- Hipóteses
- Motor de longo prazo calibrado, com a mesma ordem de operações no servidor e no navegador.
- O Monte Carlo roda no navegador do leitor.
- Limitações
- Simulações são exercícios condicionais às hipóteses do cenário, não previsões.
- Dado ausente não vira número: o campo sai como "sem dado" ou, no ponto de partida do motor, como premissa declarada.
- Fonte dos dados
- IBGE/SIDRA
- Banco Central do Brasil (SGS e Focus)
- Documentação
Abrir Simulador de cenários Criar cenárioComparar cenáriosSensibilidadeAnálise de políticasLaboratório contrafactualEconomia de agentes
QPM — modelo semiestrutural
SimulaçãoEquações estimadas por OLS
O que acontece com inflação e juros se o câmbio saltar, ou se o Banco Central segurar a Selic?
Entradas, resultados, premissas e limites
- Entradas
- Estado atual da economia
- Choques no câmbio e na Selic
- Resultados
- Trajetórias conjuntas de inflação, juros, atividade e câmbio
- Hipóteses
- Equações de demanda, oferta, política monetária e câmbio estimadas por OLS sobre dados brasileiros.
- Simulação determinística.
- Limitações
- Modelo didático: não é a projeção oficial do Banco Central nem recomendação.
- Fonte dos dados
- IBGE/SIDRA
- Banco Central do Brasil (SGS e Focus)
- Documentação
Modelo BC — réplica calibrada
CalibradoCalibrado (não estimado)
Como a economia responde a choques de juros, câmbio e atividade, do jeito que o próprio Banco Central a modela?
Entradas, resultados, premissas e limites
- Entradas
- Choques de juros, câmbio e atividade
- Estado trimestral construído a partir das séries mensais
- Resultados
- Respostas a impulso comparadas às do Relatório de Inflação
- Cenários, decomposição e comparação com o QPM
- Hipóteses
- Cinco equações trimestrais com os coeficientes oficiais do Relatório de Inflação de junho de 2024.
- Expectativas de inflação ancoradas à meta.
- Limitações
- O hiato do produto vem de um filtro HP sobre o IBC-Br, não do filtro de Kalman do BC.
- Simplificações em relação ao modelo do BC estão listadas no painel (aba "Diferenças vs BC").
- Fonte dos dados
- Banco Central do Brasil (SGS, Focus e Relatório de Inflação)
- IBGE
- Documentação
Documentação incompleta. Ainda não há artigo de metodologia próprio para este modelo; a documentação está no painel e na seção Modelo BC de /docs.
IS-LM-PC — modelo de Blanchard
SimulaçãoCalibrado (não estimado)
Por que expectativas desancoradas transformam um aquecimento da economia em espiral inflacionária?
Entradas, resultados, premissas e limites
- Entradas
- Juro escolhido pelo leitor
- Choques de demanda e de oferta
- Estado real da economia: hiato do produto, Selic, IPCA, expectativas do Focus e meta
- Resultados
- Trajetória trimestral de produto, juro e inflação
- Hipóteses
- Duas equações mais a regra de juros, com dinâmica trimestral calibrada.
- Juro neutro pela tendência HP do juro real ex-ante.
- Limitações
- É o modelo didático de livro-texto; para a réplica do modelo do Banco Central, veja o Modelo BC.
- As trajetórias são condicionais ao juro e aos choques escolhidos pelo leitor, não previsões.
- Fonte dos dados
- IBC-Br, Selic, IPCA e Focus (IBGE e Banco Central)
- Documentação
Documentação incompleta. Ainda não há artigo de metodologia próprio para este modelo; a descrição e a calibração estão no painel.
Contábil com elasticidades declaradas
Para onde vai o custo da hora quando a jornada cai de 44 para 40 horas sem corte de salário?
Entradas, resultados, premissas e limites
- Entradas
- Seis hipóteses escolhidas pelo leitor (hora extra, produtividade, emprego, informalidade, repasse e fração afetada)
- Ponto de partida observado: empregados com carteira, ocupados, horas habituais e CAGED
- Medianas do Focus para IPCA e PIB
- Resultados
- Trajetória trimestral de horas médias, vínculos CLT, IPCA e PIB em 2027 e 2028
- Custo unitário do trabalho e salário por hora dos afetados
- Hipóteses
- Degraus de 42h em 2027 e 40h em 2028, com promulgação em out/2026.
- Fração afetada de 64% dos formais (RAIS 2023, via DIEESE).
- Cunha de preços como efeito de nível sobre a linha de base do Focus.
- Limitações
- Não há regulamentação da hora extra, do banco de horas nem da escala 12x36; o resultado é condicional a essas hipóteses.
- É um modelo contábil, sem equilíbrio geral nem reação do Banco Central.
- As trajetórias são estimativas condicionais às hipóteses escolhidas, não previsões.
- Fonte dos dados
- IBGE (PNAD Contínua)
- Banco Central (SGS e Focus)
- Novo CAGED via Ipeadata
- DIEESE (NT 286)
- Documentação
Crescimento de longo prazo (Solow)
EstimativaContabilidade do crescimento e simulador de Solow
O Brasil cresce porque usa mais trabalho ou porque produz mais em cada hora trabalhada?
Entradas, resultados, premissas e limites
- Entradas
- Poupança, demografia e tecnologia (simulador de Solow)
- Séries de PIB, ocupados, horas, capital e escolaridade
- Resultados
- Decomposição do PIB por pessoa em produtividade por hora e utilização do trabalho
- Capital, capital humano e PTF
- Estado estacionário do simulador
- Hipóteses
- Participação do capital α = 0,4 e depreciação δ = 5% ao ano na contabilidade do crescimento.
- Capital humano = exp(0,10 × anos de estudo).
- Limitações
- Estoque de capital, PTF, ocupados retropolados e capital humano são estimativas do Observatório, não séries oficiais; cada cartão traz o selo "oficial" ou "estimativa".
- Janelas sem o ano-âncora exato na fonte não são estimadas: o cartão mostra a janela que a série realmente cobre.
- Fonte dos dados
- IBGE/SIDRA (PNAD Contínua, Contas Nacionais)
- Ipeadata
- FRED
- Documentação
Investigar modelos e metodologia
Veja as regras, as relações estimadas e as premissas por trás dos números — e onde elas deixam de valer.
Regra de Taylor
EstimativaRegra calibrada em duas versões, função de reação estimada e decomposição do gap
A Selic está mais dura ou mais leve do que uma regra mecânica sugeriria?
Entradas, resultados, premissas e limites
- Entradas
- IPCA em 12 meses e meta de inflação (regra com a inflação observada)
- Expectativa de inflação 12 meses à frente do Focus, última divulgação do mês (variante com expectativas e função de reação)
- Hiato do produto (filtro HP sobre o IBC-Br dessazonalizado; o hiato do BCB, do Relatório de Política Monetária, como referência)
- Juro neutro do Copom
- Selic dos quatro meses anteriores (inércia, na versão estimada)
- Resultados
- Taxa de juros sugerida pela regra, com a inflação observada e com a esperada, contra a Selic efetiva
- Postura da política monetária
- Função de reação estimada: coeficientes com erros-padrão de Newey-West, respostas de longo prazo, juro real neutro implícito e meia-vida da inércia
- Decomposição do gap Selic × Taylor do mês em inércia, resposta à inflação, hiato, neutro e resíduo
- Hipóteses
- Regra calibrada: coeficientes 1,5 sobre o desvio da inflação e 0,5 sobre o hiato, nas duas versões.
- Juro neutro: a hipótese dos modelos do Copom vigente em cada mês, com os valores e as datas na barra de fórmulas do painel; antes de o BCB publicar o número, o primeiro valor publicado.
- Função de reação: a meta é repassada integralmente ao juro nominal (variável dependente i − π*), o Copom reage ao desvio das expectativas em relação à meta e ao hiato HP, com quatro defasagens; estimada por OLS sobre toda a janela que o banco tem, informada no painel.
- Limitações
- É uma régua de referência, não uma previsão nem uma recomendação.
- O hiato mais recente é sempre o menos confiável; no mês sem IBC-Br, a regra usa o hiato do último mês que o tem, e o painel diz qual.
- O juro real neutro implícito na função de reação é uma estimativa da amostra, não a hipótese do Copom: muda com a janela e pode ficar longe do neutro que o Copom usa.
- A decomposição do gap é uma decomposição do modelo estimado, não causal: outra especificação reparte o mesmo gap de outro jeito.
- Fonte dos dados
- IPCA (IBGE/SIDRA)
- IBC-Br, Selic e Focus (Banco Central)
Curva de Phillips
EstimativaRegressões OLS, oito variantes
Quanto de desemprego custa derrubar um ponto de inflação?
Entradas, resultados, premissas e limites
- Entradas
- Desemprego e hiato
- Inflação e núcleos
- Expectativas do Focus
- Câmbio (nas variantes com repasse cambial)
- Resultados
- Relação estimada entre atividade e inflação
- Trade-off implícito
- Diagnóstico econométrico completo
- Hipóteses
- Estimada por OLS a cada visita, em variantes: clássica, núcleos, defasada, novo-keynesiana, NK com câmbio e completa.
- Limitações
- É uma das relações mais estudadas da macroeconomia e das mais instáveis: os coeficientes mudam conforme a janela e a variante.
- Fonte dos dados
- IBGE/SIDRA
- Banco Central do Brasil (SGS e Focus)
Abrir Curva de Phillips Diagnóstico econométricoNúcleosNovo-keynesianaDefasadaNK com câmbioCompleta