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Publicações e análises.
Entenda os movimentos da economia brasileira por meio de dados, explicações e análises.
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Boletim Especial · Nobel de Economia 2026
Robert E. Hall (Stanford) e Michael Woodford (Columbia) receberam em 12 de outubro o Prêmio de Ciências Econômicas em Memória de Alfred Nobel de 2026 "pelos fundamentos microeconômicos da estabilização macroeconômica". Os dois reconstruíram o modelo keynesiano a partir das decisões de famílias e empresas que olham para o futuro, e esse arcabouço, o novo-keynesiano, é o que os bancos centrais usam hoje para decidir juros, inclusive o Banco Central do Brasil. Esta edição especial explica os dois modelos premiados e mostra onde eles aparecem nos painéis do Observatório BR, da Selic à regra de Taylor.
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Serviços crescem 0,6% em agosto de 2026, ritmo mais lento que julho
O setor de serviços brasileiro registrou crescimento de 0,6% em agosto de 2026 na comparação com o mesmo mês do ano anterior, segundo a PMS (Pesquisa Mensal de Serviços) do IBGE. O resultado representa uma desaceleração em relação ao 0,9% registrado em julho, uma variação de -0,3 ponto percentual na margem. Ainda assim, o setor segue em território positivo, acumulando 29 períodos consecutivos com crescimento acima de zero.
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Desemprego fica em 5,3% pelo segundo mês seguido em agosto de 2026
A taxa de desemprego no Brasil, medida pela PNAD Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) do IBGE, ficou em 5,3% em agosto de 2026, repetindo o resultado de julho e mantendo estabilidade na margem. Dentro da janela dos últimos 12 meses, a taxa oscilou entre o mínimo de 5,1% em dezembro de 2025 e o máximo de 6,1% em março de 2026, sugerindo um ciclo de elevação no início do ano seguido de recuo gradual.
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Dólar recua a R$ 5,06 em outubro e se afasta da máxima do ano
O dólar (USD/BRL) encerrou outubro de 2026 cotado a R$ 5,0564, recuo de R$ 0,12 em relação aos R$ 5,1809 registrados em setembro. O movimento afasta a moeda americana da máxima observada na janela de 12 meses, que foi de R$ 5,5024 em dezembro de 2025, e a aproxima da mínima do período, de R$ 4,9886 em abril de 2026.
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Produtividade do trabalho recua em fevereiro e marca mínima da janela
O índice de PIB por ocupado, medida de produtividade do trabalho no Brasil, registrou 105,05 em fevereiro de 2026, queda de 0,60 ponto em relação a janeiro (105,65), o valor mais alto da janela disponível. O recuo coloca fevereiro como o ponto mais baixo dos dois meses observados, embora a série cubra apenas essa janela e não permita afirmações sobre períodos mais longos.
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Expectativa de inflação cai para 4,48% e se afasta da máxima recente
A mediana das expectativas de inflação para os próximos 12 meses, coletada pelo boletim Focus do Banco Central, recuou para 4,48% na última leitura disponível de outubro de 2026, vindo de 4,52% no ponto anterior. O movimento sugere uma acomodação após o pico de 4,65% registrado em setembro, embora as expectativas ainda se mantenham bem acima do mínimo de 3,94% observado em maio, dentro da janela analisada.
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IBC-Br sobe em agosto e aponta recuperação após dois meses de queda
O IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central), termômetro mensal da economia brasileira, registrou 110,4062 em agosto de 2026, alta de 0,37 ponto em relação a julho (110,0319). O resultado sugere uma retomada do ritmo de crescimento após dois meses de recuo consecutivo, em junho e julho, que haviam interrompido a trajetória ascendente observada no início do ano.
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Juro real do Tesouro recua a 6,81% a.a. em outubro de 2026
O juro real implícito nos títulos do Tesouro Direto registrou 6,81% ao ano em outubro de 2026, queda de 0,55 ponto percentual em relação aos 7,36% a.a. de setembro. O recuo interrompe uma trajetória de alta que havia levado a taxa ao pico de 8,06% a.a. em julho de 2026, dentro da janela analisada, e sinaliza algum alívio nas condições financeiras de longo prazo.
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Spread bancário sobe a 21,16 p.p. em agosto de 2026
O spread bancário médio das operações de crédito no Brasil chegou a 21,16 pontos percentuais (p.p.) em agosto de 2026, alta de 0,31 p.p. em relação a julho (20,85 p.p.), segundo dados do Banco Central do Brasil. O indicador acumula trajetória de elevação desde o início do ano, sugerindo que o custo do crédito para famílias e empresas segue pressionado.
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Dívida pública chega a 82,87% do PIB em agosto de 2026
A dívida bruta do governo geral atingiu 82,87% do PIB em agosto de 2026, ante 82,55% do PIB em julho, uma alta de 0,32 ponto percentual na margem. Dentro da janela de 12 meses disponível, o indicador saiu de 78,29% do PIB em outubro de 2025 e acumula trajetória de alta ao longo de todo o período observado, atingindo o patamar mais elevado da série neste último dado.
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Boletim Semanal · 12 de outubro de 2026
O IPCA — Índice de Preços ao Consumidor Amplo de setembro de 2026 subiu 0,82% no mês, revertendo a deflação de -0,32% de agosto e levando o acumulado em 12 meses a 4,58%, 0,08 ponto percentual (p.p.) acima do teto de 4,50% da banda de tolerância e 1,58 p.p. acima da meta de 3,00%. O mercado reagiu na mesma semana: no Focus — Expectativas de Mercado de 09 de outubro, divulgado nesta terça por causa do feriado, a mediana para o IPCA de 2026 saltou de 5,01% para 5,22%, enquanto a expectativa para os 12 meses à frente cedeu de 4,59% para 4,48% e a Selic projetada para o fim de 2026 caiu de 13,50% para 13,25%. A combinação de inflação corrente acima do teto, dólar mais barato e aposta em juros menores no fim do ano resume o dilema do Banco Central neste trimestre.
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Rendimento médio do trabalho chega a R$ 3.660 em agosto de 2026
O rendimento médio real do trabalho no Brasil atingiu R$ 3.660 em agosto de 2026, alta de R$ 17 em relação a julho (R$ 3.643). O dado, apurado pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC) do IBGE, reflete o poder de compra efetivo dos trabalhadores, já descontada a inflação, e sinaliza que a renda real segue em trajetória positiva na margem.
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