Setor externoPílula diária · Câmbio — USD/BRL e EUR/BRL
Dólar fecha novembro a R$ 5,49, maior valor da janela recente
Dólar fecha novembro a R$ 5,49, maior valor da janela recente
Fonte: BCB/SGS 1 + 21619 + 3698 + 11752 + 20360
O Banco Central divulgou hoje a taxa de câmbio média de novembro de 2026: o dólar americano (USD) encerrou o mês cotado a R$ 5,4935, alta de R$ 0,0723 em relação a outubro de 2026 (R$ 5,4212).
O Banco Central divulgou hoje a taxa de câmbio média de novembro de 2026: o dólar americano (USD) encerrou o mês cotado a R$ 5,4935, alta de R$ 0,0723 em relação a outubro de 2026 (R$ 5,4212). É o valor mais alto registrado na janela dos últimos 12 meses disponível, que tem como piso R$ 4,9886 em abril de 2026 e como teto anterior R$ 5,5024 em dezembro de 2025.
O movimento de alta na margem reverte parte da trajetória de apreciação do real observada entre dezembro de 2025 e abril de 2026, quando o dólar recuou de R$ 5,50 para R$ 4,99. Desde então, a taxa voltou a subir gradualmente, acumulando pressão nos últimos dois meses da série. Vale lembrar que a taxa de câmbio é influenciada por um conjunto amplo de fatores: diferencial de juros entre países, fluxo de capitais, resultado das contas externas e percepção de risco fiscal doméstico, entre outros.
Um conceito importante para entender por que o câmbio importa além do turismo é o repasse cambial (ou pass-through): quando o dólar sobe, os preços de insumos importados e de commodities cotadas em moeda estrangeira tendem a ficar mais caros em reais. Isso pode pressionar os custos de produção e, em seguida, os preços ao consumidor, tornando o trabalho do Banco Central de controlar a inflação mais desafiador. Quanto maior e mais persistente a desvalorização do real, maior tende a ser esse efeito sobre os preços domésticos.
Continue lendo
Leia também
Boletim semanalBoletim Semanal · 26 de outubro de 2026O balanço de pagamentos de setembro de 2026 trouxe US$ 11,29 bilhões em investimentos diretos no país, ante US$ 7,40 bilhões em agosto, e reduziu o déficit em conta corrente em 12 meses para 2,33% do PIB. Na segunda-feira, 26/10, o dólar fechou a R$ 5,5007, alta de 9,2% sobre 23/10. O IPCA acumulou 4,58% em 12 meses até setembro, acima do teto de 4,50%, a poucos dias do Copom de 4 de novembro. AtividadeProdução industrial recua 1,2% em agosto de 2026 na comparação anualA produção industrial brasileira registrou queda de -1,2% em agosto de 2026 na comparação com o mesmo mês do ano anterior, segundo a Pesquisa Industrial Mensal (PIM) do IBGE. O resultado representa uma piora em relação a julho de 2026, quando a variação havia sido de -0,5%, indicando um recuo adicional de 0,7 ponto percentual na margem. É o segundo período consecutivo com variação negativa na janela analisada. AtividadeComércio cresce 0,4% em agosto, mas ritmo desacelera na margemO volume de vendas do comércio varejista brasileiro registrou alta de 0,4% em agosto de 2026 na comparação com o mesmo mês do ano anterior, segundo a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) do IBGE. O resultado representa uma desaceleração em relação ao 1,3% registrado em julho, uma variação de -0,9 ponto percentual na margem. Ainda assim, o varejo segue em território positivo, acumulando 17 meses consecutivos com crescimento anual acima de zero.