Regra de Taylor — Taxa Implícita vs SELIC Real · publicado em 25/07/2026 às 03:13
Regra de Taylor sugere juro de 10,6%, abaixo da Selic atual
Regra de Taylor sugere juro de 10,6%, abaixo da Selic atual
A taxa implícita pela Regra de Taylor calculada pelo Observatório ficou em 10,60% ao ano em junho de 2026, ante 10,81% em maio. É bem abaixo da Selic nominal de 14,25% e sugere que a política monetária brasileira segue mais apertada do que a regra prescreveria.
A taxa implícita pela Regra de Taylor calculada pelo Observatório ficou em 10,60% ao ano em junho de 2026, ante 10,81% em maio. É bem abaixo da Selic nominal de 14,25% e sugere que a política monetária brasileira segue mais apertada do que a regra prescreveria.
A distância vinha diminuindo: a taxa implícita caiu de 12,69% em maio de 2025 para o piso de 8,69% em fevereiro de 2026, e desde então voltou a subir com a reaceleração da inflação. A regra é um exercício de referência, não uma recomendação: pequenas mudanças de hipótese sobre juro neutro e hiato do produto deslocam bastante o resultado.
Toda regra de política monetária só faz sentido por causa da rigidez de preços: o fato de que empresas não reajustam preços continuamente, e sim em intervalos, por conta de contratos, custos de remarcação e concorrência. Se todos os preços se ajustassem instantaneamente, mudar o juro nominal não afetaria a economia real. É justamente porque eles demoram que o Banco Central consegue influenciar demanda, atividade e, com defasagem, a própria inflação.