Trabalho — Rendimento, Informalidade e Subutilização · publicado em 25/07/2026 às 02:58
Rendimento médio recua para R$ 3.612 em maio de 2026
Rendimento médio recua para R$ 3.612 em maio de 2026
O rendimento médio real do trabalhador brasileiro ficou em R$ 3.612 em maio de 2026, contra R$ 3.641 em abril e o pico de R$ 3.663 em março. É o segundo mês seguido de recuo, ainda que o valor esteja 4,2% acima dos R$ 3.466 de abril de 2025.
O rendimento médio real do trabalhador brasileiro ficou em R$ 3.612 em maio de 2026, contra R$ 3.641 em abril e o pico de R$ 3.663 em março. É o segundo mês seguido de recuo, ainda que o valor esteja 4,2% acima dos R$ 3.466 de abril de 2025.
A trajetória de doze meses foi de alta quase contínua, de R$ 3.466 a R$ 3.663, seguida por essa acomodação no bimestre. Ganho de renda real depende de duas coisas ao mesmo tempo: reajustes nominais e inflação sob controle. Quando os preços aceleram, como no primeiro trimestre de 2026, a conta aperta rápido.
Média de rendimento, porém, esconde quem recebe o quê, e aí entra a informalidade: a parcela dos ocupados sem carteira assinada, sem contribuição previdenciária ou por conta própria sem registro. O trabalho informal costuma pagar menos, oscilar mais e não dar acesso a férias, FGTS ou seguro-desemprego. Uma renda média que sobe com a informalidade em alta significa algo bem diferente de uma que sobe com carteira assinada.