ProdutividadePílula diária · Analfabetismo — Pessoas com 15 Anos ou Mais
Analfabetismo no Brasil cai a 4,9% entre adultos com 15 anos ou mais
Analfabetismo no Brasil cai a 4,9% entre adultos com 15 anos ou mais
O Brasil registrou taxa de analfabetismo de 4,9% entre pessoas com 15 anos ou mais no período de referência mais recente disponível (dezembro de 2025), segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), compilados pelo Ipeadata. O número representa a parcela da população adulta que não sabe ler nem escrever um bilhete simples, e sua trajetória de queda ao longo das últimas décadas é um dos avanços sociais mais consistentes do país.
O Brasil registrou taxa de analfabetismo de 4,9% entre pessoas com 15 anos ou mais no período de referência mais recente disponível (dezembro de 2025), segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), compilados pelo Ipeadata. O número representa a parcela da população adulta que não sabe ler nem escrever um bilhete simples, e sua trajetória de queda ao longo das últimas décadas é um dos avanços sociais mais consistentes do país.
Ainda que o indicador venha recuando historicamente, quase 5 em cada 100 brasileiros adultos permanecem sem acesso pleno à leitura e à escrita, o que impõe barreiras concretas à participação no mercado de trabalho formal, à compreensão de contratos e boletos, e ao exercício pleno da cidadania. A concentração do analfabetismo tende a ser maior entre populações mais velhas, em regiões com menor cobertura educacional histórica e entre grupos de menor renda, embora a desagregação por perfil não esteja disponível nos dados fornecidos.
Este indicador conecta-se diretamente ao conceito de subutilização da força de trabalho: pessoas sem alfabetização plena frequentemente ficam restritas a ocupações de menor produtividade e remuneração, ou são excluídas do mercado formal por completo. Subutilização não é apenas desemprego aberto; inclui também quem trabalha aquém do seu potencial por falta de qualificação. Reduzir o analfabetismo, portanto, não é só uma meta social: tende a ampliar a oferta de trabalho qualificado e a elevar a massa salarial da economia no longo prazo.
Continue lendo
Leia também
Boletim semanalBoletim Especial · Nobel de Economia 2026Robert E. Hall (Stanford) e Michael Woodford (Columbia) receberam em 12 de outubro o Prêmio de Ciências Econômicas em Memória de Alfred Nobel de 2026 "pelos fundamentos microeconômicos da estabilização macroeconômica". Os dois reconstruíram o modelo keynesiano a partir das decisões de famílias e empresas que olham para o futuro, e esse arcabouço, o novo-keynesiano, é o que os bancos centrais usam hoje para decidir juros, inclusive o Banco Central do Brasil. Esta edição especial explica os dois modelos premiados e mostra onde eles aparecem nos painéis do Observatório BR, da Selic à regra de Taylor. AtividadeServiços crescem 0,6% em agosto de 2026, ritmo mais lento que julhoO setor de serviços brasileiro registrou crescimento de 0,6% em agosto de 2026 na comparação com o mesmo mês do ano anterior, segundo a PMS (Pesquisa Mensal de Serviços) do IBGE. O resultado representa uma desaceleração em relação ao 0,9% registrado em julho, uma variação de -0,3 ponto percentual na margem. Ainda assim, o setor segue em território positivo, acumulando 29 períodos consecutivos com crescimento acima de zero. Trabalho e rendaDesemprego fica em 5,3% pelo segundo mês seguido em agosto de 2026A taxa de desemprego no Brasil, medida pela PNAD Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) do IBGE, ficou em 5,3% em agosto de 2026, repetindo o resultado de julho e mantendo estabilidade na margem. Dentro da janela dos últimos 12 meses, a taxa oscilou entre o mínimo de 5,1% em dezembro de 2025 e o máximo de 6,1% em março de 2026, sugerindo um ciclo de elevação no início do ano seguido de recuo gradual.