Câmbio — USD/BRL e EUR/BRL
Dólar sobe a R$ 5,15 em agosto e se afasta da mínima de abril
Dólar sobe a R$ 5,15 em agosto e se afasta da mínima de abril
O dólar (USD/BRL) encerrou agosto de 2026 cotado a R$ 5,149, alta de R$ 0,072 em relação a julho (R$ 5,077). O movimento interrompe uma sequência de alívio cambial que havia levado a moeda americana à mínima da janela analisada, R$ 4,989 em abril de 2026. A máxima do período ocorreu em dezembro de 2025, quando o câmbio chegou a R$ 5,502, sugerindo que, apesar da alta recente, a taxa ainda se mantém em patamar intermediário dentro da janela de 12 meses.
O dólar (USD/BRL) encerrou agosto de 2026 cotado a R$ 5,149, alta de R$ 0,072 em relação a julho (R$ 5,077). O movimento interrompe uma sequência de alívio cambial que havia levado a moeda americana à mínima da janela analisada, R$ 4,989 em abril de 2026. A máxima do período ocorreu em dezembro de 2025, quando o câmbio chegou a R$ 5,502, sugerindo que, apesar da alta recente, a taxa ainda se mantém em patamar intermediário dentro da janela de 12 meses.
A variação cambial importa além do câmbio em si: ela afeta diretamente os preços que os brasileiros pagam no dia a dia. Esse mecanismo tem nome técnico: repasse cambial (ou pass-through). Funciona assim: quando o dólar sobe, produtos importados ficam mais caros em reais, e insumos industriais comprados no exterior encarecem a produção nacional. O resultado tende a aparecer nos preços ao consumidor com alguma defasagem. Por isso, uma alta do câmbio, mesmo que moderada, é monitorada de perto pelo Banco Central ao calibrar a política de juros.
No contexto atual, a alta de agosto é relativamente contida se comparada ao pico de dezembro de 2025, mas a direção do movimento, de apreciação do dólar na margem, tende a ser acompanhada com atenção por analistas e pelo Comitê de Política Monetária (Copom), especialmente em um ambiente em que a convergência da inflação à meta segue como prioridade.