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Dólar recua a R$ 4,99 em outubro e toca mínima da janela de 12 meses
Dólar recua a R$ 4,99 em outubro e toca mínima da janela de 12 meses
O dólar americano encerrou outubro de 2026 cotado a R$ 4,9892, recuo de R$ 0,19 em relação aos R$ 5,1809 registrados em setembro. O valor está muito próximo do piso observado na janela de 12 meses, que foi de R$ 4,9886 em abril de 2026, e bem abaixo do teto de R$ 5,5024 atingido em dezembro de 2025. A trajetória sugere uma apreciação gradual do real ao longo do ano, embora com oscilações relevantes ao longo do caminho.
O dólar americano encerrou outubro de 2026 cotado a R$ 4,9892, recuo de R$ 0,19 em relação aos R$ 5,1809 registrados em setembro. O valor está muito próximo do piso observado na janela de 12 meses, que foi de R$ 4,9886 em abril de 2026, e bem abaixo do teto de R$ 5,5024 atingido em dezembro de 2025. A trajetória sugere uma apreciação gradual do real ao longo do ano, embora com oscilações relevantes ao longo do caminho.
Para a economia doméstica, o nível do câmbio importa por um mecanismo chamado repasse cambial (ou pass-through): quando o dólar sobe, os preços de produtos importados e de commodities cotadas em moeda estrangeira tendem a subir também, pressionando a inflação; quando o dólar cai, o movimento oposto pode aliviar os preços ao consumidor. Pense no preço da gasolina ou do trigo no supermercado: parte do que você paga no caixa reflete, com alguma defasagem, o que aconteceu com o câmbio semanas antes. Uma taxa de câmbio mais comportada, como a observada em outubro, pode abrir espaço para menor pressão inflacionária vinda de produtos importados.
Vale lembrar que o câmbio é determinado por múltiplos fatores simultâneos: diferencial de juros entre países, fluxo de capitais, resultado da balança comercial, percepção de risco fiscal e cenário externo. A leitura de um único mês deve ser interpretada com cautela, sem extrapolar tendências de longo prazo a partir de uma janela limitada de dados.
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