Setor externoPílula diária · Câmbio — USD/BRL e EUR/BRL
Dólar recua a R$ 5,06 em outubro e se afasta da máxima do ano
Dólar recua a R$ 5,06 em outubro e se afasta da máxima do ano
O dólar (USD/BRL) encerrou outubro de 2026 cotado a R$ 5,0564, recuo de R$ 0,12 em relação aos R$ 5,1809 registrados em setembro. O movimento afasta a moeda americana da máxima observada na janela de 12 meses, que foi de R$ 5,5024 em dezembro de 2025, e a aproxima da mínima do período, de R$ 4,9886 em abril de 2026.
O dólar (USD/BRL) encerrou outubro de 2026 cotado a R$ 5,0564, recuo de R$ 0,12 em relação aos R$ 5,1809 registrados em setembro. O movimento afasta a moeda americana da máxima observada na janela de 12 meses, que foi de R$ 5,5024 em dezembro de 2025, e a aproxima da mínima do período, de R$ 4,9886 em abril de 2026.
A trajetória do câmbio ao longo dos últimos 12 meses mostra oscilação relevante: após o pico de dezembro, o real foi se valorizando progressivamente até abril, voltou a ceder nos meses seguintes e agora retoma um patamar mais próximo das mínimas da janela. Esse comportamento sugere sensibilidade a fatores externos e domésticos, como diferencial de juros, fluxo de capitais e percepção de risco fiscal, embora os dados disponíveis não permitam isolar cada determinante.
Um conceito central para entender o impacto do câmbio na economia é o repasse cambial (ou pass-through): quando o dólar sobe, os preços de produtos importados e de matérias-primas cotadas em moeda estrangeira tendem a subir também, pressionando a inflação. O movimento inverso, como o recuo observado em outubro, pode aliviar esse canal de pressão sobre os preços ao consumidor, embora o efeito dependa da magnitude e da persistência da variação cambial.
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