Trabalho e rendaPílula diária · Emprego Formal — Saldo do Novo CAGED
Emprego formal cria 165 mil vagas em agosto e mantém sequência positiva
Emprego formal cria 165 mil vagas em agosto e mantém sequência positiva
O mercado de trabalho formal brasileiro registrou saldo positivo de 165.827 vagas em agosto de 2026, segundo o Novo CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). O resultado representa uma aceleração expressiva em relação a julho, quando o saldo havia sido de 58.568 vagas, diferença de +107.259 postos na margem. Agosto marca o oitavo mês consecutivo com saldo positivo na janela analisada, indicando que as admissões seguiram superando os desligamentos.
O mercado de trabalho formal brasileiro registrou saldo positivo de 165.827 vagas em agosto de 2026, segundo o Novo CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). O resultado representa uma aceleração expressiva em relação a julho, quando o saldo havia sido de 58.568 vagas, diferença de +107.259 postos na margem. Agosto marca o oitavo mês consecutivo com saldo positivo na janela analisada, indicando que as admissões seguiram superando os desligamentos.
O saldo do CAGED mede a diferença entre contratações e demissões com carteira assinada no setor privado. Quando positivo, significa que a economia gerou mais empregos formais do que destruiu no período. A série apresentou forte sazonalidade negativa em dezembro de 2025, com saldo de -618.164 vagas, padrão típico do encerramento do ano, seguido de recuperação consistente a partir de janeiro. O pico da janela foi 255.321 vagas em fevereiro de 2026.
Um conceito relevante para interpretar este dado é a massa salarial: ela representa o total de rendimentos pagos aos trabalhadores formais e resulta tanto do número de empregos quanto do nível de salários. Quando o emprego formal cresce de forma sustentada, a massa salarial tende a se expandir, ampliando a renda disponível das famílias e sustentando o consumo interno. Por isso, o desempenho do CAGED vai além do mercado de trabalho: ele é um termômetro da demanda agregada da economia.
Continue lendo
Leia também
Boletim semanalBoletim Especial · Nobel de Economia 2026Robert E. Hall (Stanford) e Michael Woodford (Columbia) receberam em 12 de outubro o Prêmio de Ciências Econômicas em Memória de Alfred Nobel de 2026 "pelos fundamentos microeconômicos da estabilização macroeconômica". Os dois reconstruíram o modelo keynesiano a partir das decisões de famílias e empresas que olham para o futuro, e esse arcabouço, o novo-keynesiano, é o que os bancos centrais usam hoje para decidir juros, inclusive o Banco Central do Brasil. Esta edição especial explica os dois modelos premiados e mostra onde eles aparecem nos painéis do Observatório BR, da Selic à regra de Taylor. AtividadeServiços crescem 0,6% em agosto de 2026, ritmo mais lento que julhoO setor de serviços brasileiro registrou crescimento de 0,6% em agosto de 2026 na comparação com o mesmo mês do ano anterior, segundo a PMS (Pesquisa Mensal de Serviços) do IBGE. O resultado representa uma desaceleração em relação ao 0,9% registrado em julho, uma variação de -0,3 ponto percentual na margem. Ainda assim, o setor segue em território positivo, acumulando 29 períodos consecutivos com crescimento acima de zero. Trabalho e rendaDesemprego fica em 5,3% pelo segundo mês seguido em agosto de 2026A taxa de desemprego no Brasil, medida pela PNAD Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) do IBGE, ficou em 5,3% em agosto de 2026, repetindo o resultado de julho e mantendo estabilidade na margem. Dentro da janela dos últimos 12 meses, a taxa oscilou entre o mínimo de 5,1% em dezembro de 2025 e o máximo de 6,1% em março de 2026, sugerindo um ciclo de elevação no início do ano seguido de recuo gradual.