AtividadePílula diária · PMC — Pesquisa Mensal de Comércio
Varejo cresce 0,4% em maio e confirma perda de fôlego no ano
Varejo cresce 0,4% em maio e confirma perda de fôlego no ano
As vendas do comércio varejista cresceram 0,4% em maio de 2026 na comparação interanual, repetindo fevereiro como o ritmo mais fraco do ano. O varejo alterna meses de avanço, como os 4,0% de março, com leituras próximas de zero.
As vendas do comércio varejista cresceram 0,4% em maio de 2026 na comparação interanual, repetindo fevereiro como o ritmo mais fraco do ano. O varejo alterna meses de avanço, como os 4,0% de março, com leituras próximas de zero.
O padrão serrilhado sugere demanda sem direção firme: o juro alto e o orçamento comprometido das famílias limitam as compras a prazo, enquanto o mercado de trabalho aquecido evita uma queda. Meses isolados do varejo são voláteis por natureza.
Massa salarial é o total de salários da economia: quantidade de empregados vezes rendimento médio. É ela que abastece o caixa do varejo, funcionando como a mesada coletiva do país: mais gente empregada ganhando mais significa mais venda no supermercado e no shopping.
Continue lendo
Leia também
Boletim semanalBoletim Especial · Nobel de Economia 2026Robert E. Hall (Stanford) e Michael Woodford (Columbia) receberam em 12 de outubro o Prêmio de Ciências Econômicas em Memória de Alfred Nobel de 2026 "pelos fundamentos microeconômicos da estabilização macroeconômica". Os dois reconstruíram o modelo keynesiano a partir das decisões de famílias e empresas que olham para o futuro, e esse arcabouço, o novo-keynesiano, é o que os bancos centrais usam hoje para decidir juros, inclusive o Banco Central do Brasil. Esta edição especial explica os dois modelos premiados e mostra onde eles aparecem nos painéis do Observatório BR, da Selic à regra de Taylor. AtividadeServiços crescem 0,6% em agosto de 2026, ritmo mais lento que julhoO setor de serviços brasileiro registrou crescimento de 0,6% em agosto de 2026 na comparação com o mesmo mês do ano anterior, segundo a PMS (Pesquisa Mensal de Serviços) do IBGE. O resultado representa uma desaceleração em relação ao 0,9% registrado em julho, uma variação de -0,3 ponto percentual na margem. Ainda assim, o setor segue em território positivo, acumulando 29 períodos consecutivos com crescimento acima de zero. Trabalho e rendaDesemprego fica em 5,3% pelo segundo mês seguido em agosto de 2026A taxa de desemprego no Brasil, medida pela PNAD Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) do IBGE, ficou em 5,3% em agosto de 2026, repetindo o resultado de julho e mantendo estabilidade na margem. Dentro da janela dos últimos 12 meses, a taxa oscilou entre o mínimo de 5,1% em dezembro de 2025 e o máximo de 6,1% em março de 2026, sugerindo um ciclo de elevação no início do ano seguido de recuo gradual.