AtividadePílula diária · Macro — IBC-Br e Indicadores Agregados
IBC-Br sobe em agosto e aponta recuperação após dois meses de queda
IBC-Br sobe em agosto e aponta recuperação após dois meses de queda
O IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central), termômetro mensal da economia brasileira, registrou 110,4062 em agosto de 2026, alta de 0,37 ponto em relação a julho (110,0319). O resultado sugere uma retomada do ritmo de crescimento após dois meses de recuo consecutivo, em junho e julho, que haviam interrompido a trajetória ascendente observada no início do ano.
O IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central), termômetro mensal da economia brasileira, registrou 110,4062 em agosto de 2026, alta de 0,37 ponto em relação a julho (110,0319). O resultado sugere uma retomada do ritmo de crescimento após dois meses de recuo consecutivo, em junho e julho, que haviam interrompido a trajetória ascendente observada no início do ano.
Olhando a janela disponível, o índice saiu de 108,7388 em outubro de 2025 e atingiu seu pico de 111,2506 em maio de 2026, antes de recuar. Agosto representa uma recuperação parcial desse patamar, mas ainda não retorna ao máximo da série analisada. Esse comportamento de avanço, correção e retomada é comum em economias sujeitas a choques sazonais e de demanda, e reforça a importância de acompanhar a tendência de médio prazo, não apenas o dado pontual.
Um mecanismo relevante para entender a trajetória da atividade é o canal do crédito: quando o Banco Central eleva a Selic (taxa básica de juros), o crédito fica mais caro e escasso, o que tende a desacelerar o consumo das famílias e o investimento das empresas, pressionando o IBC-Br para baixo. O inverso também vale. Por isso, o comportamento do índice de atividade é acompanhado de perto pelo Copom (Comitê de Política Monetária) ao calibrar os juros: um IBC-Br em recuperação pode indicar que a demanda ainda resiste, o que tende a influenciar as decisões sobre o ritmo de afrouxamento monetário.
Continue lendo
Leia também
Boletim semanalBoletim Especial · Nobel de Economia 2026Robert E. Hall (Stanford) e Michael Woodford (Columbia) receberam em 12 de outubro o Prêmio de Ciências Econômicas em Memória de Alfred Nobel de 2026 "pelos fundamentos microeconômicos da estabilização macroeconômica". Os dois reconstruíram o modelo keynesiano a partir das decisões de famílias e empresas que olham para o futuro, e esse arcabouço, o novo-keynesiano, é o que os bancos centrais usam hoje para decidir juros, inclusive o Banco Central do Brasil. Esta edição especial explica os dois modelos premiados e mostra onde eles aparecem nos painéis do Observatório BR, da Selic à regra de Taylor. AtividadeServiços crescem 0,6% em agosto de 2026, ritmo mais lento que julhoO setor de serviços brasileiro registrou crescimento de 0,6% em agosto de 2026 na comparação com o mesmo mês do ano anterior, segundo a PMS (Pesquisa Mensal de Serviços) do IBGE. O resultado representa uma desaceleração em relação ao 0,9% registrado em julho, uma variação de -0,3 ponto percentual na margem. Ainda assim, o setor segue em território positivo, acumulando 29 períodos consecutivos com crescimento acima de zero. Trabalho e rendaDesemprego fica em 5,3% pelo segundo mês seguido em agosto de 2026A taxa de desemprego no Brasil, medida pela PNAD Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) do IBGE, ficou em 5,3% em agosto de 2026, repetindo o resultado de julho e mantendo estabilidade na margem. Dentro da janela dos últimos 12 meses, a taxa oscilou entre o mínimo de 5,1% em dezembro de 2025 e o máximo de 6,1% em março de 2026, sugerindo um ciclo de elevação no início do ano seguido de recuo gradual.