CPI EUA — Inflação ao Consumidor (12 meses)
Inflação nos EUA recua para 3,3% em julho após pico de 4,2% em maio
Inflação nos EUA recua para 3,3% em julho após pico de 4,2% em maio
A inflação ao consumidor dos Estados Unidos, medida pelo CPI (Consumer Price Index), registrou 3,30% em julho de 2026 no acumulado de 12 meses, recuando em relação aos 3,46% de junho. O dado representa um alívio na margem, mas ainda mantém os preços americanos bem acima da meta de 2% ao ano perseguida pelo Federal Reserve (Fed), o banco central dos EUA.
A inflação ao consumidor dos Estados Unidos, medida pelo CPI (Consumer Price Index), registrou 3,30% em julho de 2026 no acumulado de 12 meses, recuando em relação aos 3,46% de junho. O dado representa um alívio na margem, mas ainda mantém os preços americanos bem acima da meta de 2% ao ano perseguida pelo Federal Reserve (Fed), o banco central dos EUA.
A trajetória recente mostra volatilidade relevante: após cair ao mínimo de 2,39% em janeiro de 2026, o CPI acelerou consistentemente até atingir 4,17% em maio, o ponto mais alto da janela analisada, e desde então recua. Esse movimento de ida e volta sugere que a desinflação americana não é linear, o que tende a manter o Fed cauteloso quanto ao ritmo de cortes de juros. Para o Brasil, uma política monetária mais restritiva nos EUA por mais tempo pode pressionar o câmbio e encarecer o financiamento externo.
Um conceito útil para entender esse cenário é o repasse cambial (pass-through): quando o dólar se fortalece em resposta a juros altos nos EUA, produtos importados ficam mais caros no Brasil, e essa alta de custos pode se propagar para os preços domésticos. Ou seja, a inflação americana não é um problema distante: ela chega ao bolso do consumidor brasileiro pela via do câmbio e dos preços de commodities cotadas em dólar.