ProdutividadePílula diária · Índice de Gini — Desigualdade de Renda
Gini do Brasil fica em 51,1 em dezembro de 2025: desigualdade ainda elevada
Gini do Brasil fica em 51,1 em dezembro de 2025: desigualdade ainda elevada
Fonte: Ipeadata/PNAD (PNADS_GINI)
O Índice de Gini do Brasil registrou 51,1 em dezembro de 2025, segundo dados do Ipeadata com base na PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios).
O Índice de Gini do Brasil registrou 51,1 em dezembro de 2025, segundo dados do Ipeadata com base na PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios). O indicador mede a concentração de renda em uma escala de 0 a 100: quanto mais próximo de 0, mais igualitária a distribuição; quanto mais próximo de 100, mais concentrada. Um valor de 51,1 coloca o Brasil entre os países com maior desigualdade de renda do mundo, ainda que a série histórica mostre recuo em relação a patamares mais elevados registrados nas décadas anteriores.
A desigualdade de renda elevada tem consequências diretas sobre o crescimento econômico de longo prazo. Quando a renda se concentra no topo da distribuição, a maior parte da população tem acesso limitado a crédito, educação e saúde de qualidade, o que reduz a produtividade agregada e o potencial de expansão da economia. Políticas de transferência de renda, valorização do salário mínimo e ampliação do acesso ao mercado formal de trabalho figuram entre os mecanismos que, historicamente, contribuíram para a redução do Gini brasileiro nas últimas décadas.
Um conceito útil para entender este dado é o de massa salarial e renda real: a massa salarial representa o total de rendimentos do trabalho recebidos por todos os trabalhadores de uma economia. Quando ela cresce de forma mais intensa nas faixas de menor renda, como ocorre em períodos de formalização do emprego ou de reajuste real do salário mínimo, o Gini tende a cair. É como imaginar que o bolo da economia cresceu, mas a fatia dos que ganham menos cresceu proporcionalmente mais: a distância entre os extremos diminui, e o índice recua.
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