Crédito — Spread, Concessões e Inadimplência
Spread bancário recua em julho de 2026, mas segue acima de 20 pontos
Spread bancário recua em julho de 2026, mas segue acima de 20 pontos
O spread bancário médio no crédito livre recuou 0,98 ponto percentual (p.p.) em julho de 2026, passando de 21,86 p.p. em junho para 20,88 p.p.. O movimento interrompe uma sequência de altas que havia levado o indicador ao patamar mais elevado da janela analisada nos meses anteriores, mas o spread permanece em nível historicamente elevado dentro do período observado.
O spread bancário médio no crédito livre recuou 0,98 ponto percentual (p.p.) em julho de 2026, passando de 21,86 p.p. em junho para 20,88 p.p.. O movimento interrompe uma sequência de altas que havia levado o indicador ao patamar mais elevado da janela analisada nos meses anteriores, mas o spread permanece em nível historicamente elevado dentro do período observado.
O recuo na margem pode sugerir algum alívio nas condições de crédito, mas o patamar atual ainda é significativamente superior ao registrado entre 2020 e 2022, quando o spread chegou a operar abaixo de 15 p.p.. Spreads elevados encarecem o custo do crédito para famílias e empresas, comprimem o consumo e o investimento, e tendem a reforçar a cautela do Banco Central ao calibrar a política monetária.
O que é o spread bancário? É a diferença entre a taxa de juros que o banco cobra do tomador de crédito e a taxa que ele paga para captar recursos. Pense no boleto do cartão ou do financiamento: parte dos juros ali embutidos reflete esse "pedágio" que a instituição financeira cobra para cobrir riscos, custos operacionais e sua margem de lucro. Quanto maior o spread, mais caro fica o crédito para quem precisa de dinheiro emprestado, independentemente do nível da taxa básica de juros (Selic).