Trabalho e rendaPílula diária · Desemprego — PNAD Contínua
Desemprego cai a 5,3% em julho de 2026, menor nível em 12 meses
Desemprego cai a 5,3% em julho de 2026, menor nível em 12 meses
Fonte: BCB/SGS 24369
A taxa de desemprego medida pela PNAD Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, do IBGE) recuou para 5,3% em julho de 2026, queda de 0,1 ponto percentual em relação a junho.
A taxa de desemprego medida pela PNAD Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, do IBGE) recuou para 5,3% em julho de 2026, queda de 0,1 ponto percentual em relação a junho. É o menor patamar registrado na janela de 12 meses analisada, que oscilou entre 5,1% (dezembro de 2025) e 6,1% (março de 2026). O movimento sugere que o mercado de trabalho retomou a trajetória de melhora após o pico observado no primeiro trimestre do ano.
O padrão sazonal ajuda a contextualizar o dado: o início do ano tende a concentrar demissões e recontratações, o que pressiona a taxa para cima nos primeiros meses. A elevação de fevereiro a março de 2026 é consistente com esse comportamento, e a queda subsequente indica acomodação. Vale lembrar que a taxa de desemprego mede apenas quem está sem trabalho, disponível e buscando ativamente uma vaga. Quem desistiu de procurar não entra nesse cálculo, o que nos leva a um conceito importante: a subutilização da força de trabalho. Esse indicador mais amplo soma desempregados, subocupados por insuficiência de horas e a força de trabalho potencial (quem quer trabalhar mas não buscou). Ele revela uma pressão latente no mercado que a taxa de desemprego convencional não captura.
Do ponto de vista macroeconômico, um mercado de trabalho aquecido tende a sustentar a renda das famílias e o consumo, mas também pode alimentar pressões salariais que se transmitem aos preços. Esse equilíbrio é acompanhado de perto pelo Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) ao calibrar a taxa Selic.
Continue lendo
Leia também
Setor externoDólar fecha novembro a R$ 5,49, maior valor da janela recenteO Banco Central divulgou hoje a taxa de câmbio média de novembro de 2026: o dólar americano (USD) encerrou o mês cotado a R$ 5,4935, alta de R$ 0,0723 em relação a outubro de 2026 (R$ 5,4212). É o valor mais alto registrado na janela dos últimos 12 meses disponível, que tem como piso R$ 4,9886 em abril de 2026 e como teto anterior R$ 5,5024 em dezembro de 2025. Boletim semanalBoletim Semanal · 26 de outubro de 2026O balanço de pagamentos de setembro de 2026 trouxe US$ 11,29 bilhões em investimentos diretos no país, ante US$ 7,40 bilhões em agosto, e reduziu o déficit em conta corrente em 12 meses para 2,33% do PIB. Na segunda-feira, 26/10, o dólar fechou a R$ 5,5007, alta de 9,2% sobre 23/10. O IPCA acumulou 4,58% em 12 meses até setembro, acima do teto de 4,50%, a poucos dias do Copom de 4 de novembro. AtividadeProdução industrial recua 1,2% em agosto de 2026 na comparação anualA produção industrial brasileira registrou queda de -1,2% em agosto de 2026 na comparação com o mesmo mês do ano anterior, segundo a Pesquisa Industrial Mensal (PIM) do IBGE. O resultado representa uma piora em relação a julho de 2026, quando a variação havia sido de -0,5%, indicando um recuo adicional de 0,7 ponto percentual na margem. É o segundo período consecutivo com variação negativa na janela analisada.