SELIC — Taxa Básica de Juros
Selic recua a 14% ao ano em setembro de 2026
Selic recua a 14% ao ano em setembro de 2026
A taxa Selic (taxa básica de juros da economia brasileira, definida pelo Copom, Comitê de Política Monetária do Banco Central) encerrou setembro de 2026 em 14% ao ano, estável em relação a agosto. A janela de 12 meses revela um ciclo de afrouxamento gradual: a taxa saiu de 15% ao ano em setembro de 2025 e acumulou cortes sucessivos até atingir o patamar atual, com o ritmo de reduções desacelerando nos meses mais recentes.
A taxa Selic (taxa básica de juros da economia brasileira, definida pelo Copom, Comitê de Política Monetária do Banco Central) encerrou setembro de 2026 em 14% ao ano, estável em relação a agosto. A janela de 12 meses revela um ciclo de afrouxamento gradual: a taxa saiu de 15% ao ano em setembro de 2025 e acumulou cortes sucessivos até atingir o patamar atual, com o ritmo de reduções desacelerando nos meses mais recentes.
A estabilidade nos dois últimos meses sugere que o Copom pode estar avaliando o impacto acumulado dos cortes anteriores antes de avançar. Ciclos de afrouxamento costumam ser calibrados com cautela: cortes rápidos demais podem comprometer a ancoragem das expectativas de inflação, enquanto uma postura mais gradual tende a preservar a credibilidade da política monetária.
Um conceito central para entender o efeito da Selic no dia a dia é o canal do crédito. Quando o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica, os bancos ajustam o custo dos empréstimos para empresas e famílias. Com a Selic em queda, o crédito tende a ficar mais barato, o que pode estimular consumo e investimento. Porém, o efeito não é imediato: há defasagens entre a decisão do Copom e o impacto real na economia, o que exige atenção contínua aos dados de atividade e inflação.