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Publicações e análises.
Entenda os movimentos da economia brasileira por meio de dados, explicações e análises.
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Boletim Semanal · 10 de agosto de 2026
A semana abre com o quadro mais benigno de inflação do ano: o IPCA subiu 0,16% em junho, a menor variação mensal desde outubro de 2025, com o núcleo EX3 e o índice de difusão recuando juntos. O alívio chega com a Selic parada em 14,25% ao ano e o dólar abaixo de R$ 5,10, mas o pano de fundo segue exigente: as expectativas rodam mais de 1 ponto acima da meta, o comprometimento de renda das famílias renovou o recorde e as contas públicas pioraram.
Balança comercial tem superávit de US$ 3,7 bilhões em junho
A balança comercial registrou superávit de US$ 3,7 bilhões em junho de 2026, o segundo maior resultado do ano, atrás dos US$ 4,8 bilhões de abril. No primeiro semestre, o saldo acumulado é de aproximadamente US$ 10 bilhões.
Ler a pílula: Balança comercial tem superávit de US$ 3,7 bilhões em junhoVer a série de Comércio Exterior — Balança Comercial
Spread bancário fica em 22 pontos em junho e mantém o crédito caro
O spread médio das operações de crédito ficou em 21,99 pontos percentuais em junho de 2026, 1,25 ponto acima de um ano antes. A distância entre o que o banco paga para captar e o que cobra ao emprestar segue entre as mais altas da série recente.
Ler a pílula: Spread bancário fica em 22 pontos em junho e mantém o crédito caroVer a série de Crédito — Spread, Concessões e Inadimplência
Taxa de investimento sobe a 16,5% do PIB no primeiro trimestre
A taxa de investimento da economia, medida pela formação bruta de capital fixo sobre o PIB, ficou em 16,5% no primeiro trimestre de 2026, acima dos 16,0% do trimestre anterior, mas abaixo dos 17,6% do início de 2025.
Ler a pílula: Taxa de investimento sobe a 16,5% do PIB no primeiro trimestre
Indústria fica 1,7% acima de um ano antes em junho, mas recua 1,8% no mês
A produção industrial cresceu 1,7% em junho de 2026 na comparação interanual, acelerando ante os 0,2% de maio. Na margem, porém, a indústria recuou 1,8% ante maio, com ajuste sazonal. No primeiro semestre, a indústria alternou quedas e altas, com destaque para os 4,4% de março.
Ler a pílula: Indústria fica 1,7% acima de um ano antes em junho, mas recua 1,8% no mêsVer a série de PIM — Produção Industrial Mensal
Varejo cresce 0,4% em maio e confirma perda de fôlego no ano
As vendas do comércio varejista cresceram 0,4% em maio de 2026 na comparação interanual, repetindo fevereiro como o ritmo mais fraco do ano. O varejo alterna meses de avanço, como os 4,0% de março, com leituras próximas de zero.
Ler a pílula: Varejo cresce 0,4% em maio e confirma perda de fôlego no anoVer a série de PMC — Pesquisa Mensal de Comércio
Serviços desaceleram a 0,4% em maio, ritmo mais fraco do ano
O volume de serviços cresceu 0,4% em maio de 2026 ante maio de 2025, a leitura mais fraca do ano e bem abaixo dos 3,5% de março. O setor, que vinha sustentando a atividade, também mostra acomodação.
Ler a pílula: Serviços desaceleram a 0,4% em maio, ritmo mais fraco do anoVer a série de PMS — Pesquisa Mensal de Serviços
Difusão do IPCA cai a 53,6% em junho, menor espalhamento do ano
O índice de difusão do IPCA recuou a 53,6% em junho de 2026, ante 65,0% em maio, o menor percentual de itens com alta de preço no ano. A queda acompanha a desaceleração do índice cheio, de 0,58% para 0,16% no mês.
Ler a pílula: Difusão do IPCA cai a 53,6% em junho, menor espalhamento do anoVer a série de Preços Relativos — Difusão e Abertura do IPCA
Comprometimento de renda bate 28,5% em maio e renova máxima da série
As famílias brasileiras destinaram 28,48% da renda ao pagamento de dívidas em maio de 2026, o maior nível da série iniciada em 2016. Há um ano, o comprometimento era de 27,19%.
Ler a pílula: Comprometimento de renda bate 28,5% em maio e renova máxima da sérieVer a série de Renda — Renda Disponível das Famílias
Rendimento real fica em R$ 3.621 em junho, 2,8% acima de um ano antes
O rendimento médio real do trabalho ficou em R$ 3.621 em junho de 2026, cerca de 2,8% acima de junho de 2025. O valor recua na margem pelo terceiro mês seguido: o pico da série foi R$ 3.680 em março.
Ler a pílula: Rendimento real fica em R$ 3.621 em junho, 2,8% acima de um ano antesVer a série de Trabalho — Rendimento, Informalidade e Subutilização
Dólar médio cai a R$ 5,08 em julho, queda de quase 8% desde dezembro
O dólar teve média de R$ 5,08 em julho de 2026, recuo ante os R$ 5,18 de junho e queda acumulada de quase 8% desde o pico de R$ 5,50 em dezembro de 2025.
Ler a pílula: Dólar médio cai a R$ 5,08 em julho, queda de quase 8% desde dezembroVer a série de Câmbio — USD/BRL e EUR/BRL
Desemprego cai a 5,4% em junho e devolve a alta do início do ano
A taxa de desemprego ficou em 5,4% no trimestre encerrado em junho de 2026, terceira queda seguida depois do pico sazonal de 6,1% em março. O mercado de trabalho voltou ao patamar de outubro de 2025.
Ler a pílula: Desemprego cai a 5,4% em junho e devolve a alta do início do anoVer a série de Desemprego — PNAD Contínua